Qua 28 Mai 08
.Antes só do que mal-admirado
Falar de inveja é difícil, até porque a linha que a separa da admiração é bem tênue.
Uma baixa na auto-estima pode transformar um leão leal numa hiena traiçoeira.
A admiração vem com outro sentimento pelo outro, a felicidade. Vai dizer que quando aquela sua amigona diz que passou no vestibular, você não fica feliz por ela?
Mas, e se você não passou? É aí que o bicho pega!
Saber lidar com esses sentimentos não é fácil mas, opte pelo lado bom da vida e da amizade, ao invés de sucumbir ao lado negro da força.
Inveja é desejar o que é do outro, sem peso na consciência. Sem pensar que aquilo só vai trazer o mal.
Pra você, que vai se consumir com esse sentimento cruel e pro outro, que vai ter que gastar com galhinhos de arruda e banhos de sal grosso por um bom tempo.
Pauta para a Capricho.
.Admirável mundo velho
Às vezes, passo tardes conversando com meus amigos e relembrando coisas do passado. E nem as bizarrices escapam!
E quando alguém aponta algo vergonhoso, a gente olha pro lado, finge que não é com a gente e solta aquela risada junto com a frase "Ok, ok. Eu até que gostava, mas eu tinha 10 anos, pô!"
Fiquem agora com o melhor e o pior das mais precisas e velhas lembranças que poderiam voltar (ou não!):
1- Malhação (Primeiras Temporadas)
A academia que bombava com o clima de azaração. O "Mocotó" que nos fazia rir e o professor de judô "Dado" que nos fazia suspirar.
Eu sonhava em ter uma adolescência igual a deles...
2- Chiquititas
Eu sonhava em fazer parte do grupo e a única coisa que me fazia desistir da idéia era ter que morar na Argentina sozinha.
(Até parece que era só esse o empecilho! Haha)
Meu irmão e eu programávamos todo o nosso dia para não perder um minuto da novela. E, claro que a gente sabia cantar e dançar TODAS as músicas.
3- Sailor Moon, Cavaleiros do Zodíaco, Pokémon e outras coisas japonesas
Se eu juntasse todo o dinheiro e tempo perdido com essas coisas, eu estaria dirigindo um Porsche.
Era álbum, boneco, roupa e muitas outras coisas que divertiam as minhas tardes.
Sem falar na encenação com o irmão e o primo (com direito a ensaio de diálogos e tudo!).
4- Iôiô da Coca-Cola, Mini Craque, Geloko e etc.
Ahh, o que o mundo capitalista pode fazer com inocentes crianças!
Era pacote atrás de pacote para se surpreender com...um TAZO repetido! Pânico!
E aí, eu ia ansiosa pro recreio numa busca desesperada pra trocar ou "rapar" os tazos de um menino bobão.
O meu colégio parecia um mini-cassino com suas rodinhas de trocas, apostas e pequenos furtos desafios.
5- Habiiib Habiiib
Com o Programa H, do Luciano Huck, veio a Feiticeira. Com a Feiticeira, veio o boom das músicas árabes nas festinhas.
E lá ia eu, de kajal nos olhos, blusinha transparente e tentativas de dança do ventre em público, achando que estava a-ba-fan-do!
E, realmente, acreditando que na frase "ela fez a cobra subir" não havia outro sentido do que o próprio animal saindo do cesto. Medo!
Enfim, eu poderia listar ícones da minha infância/pré-adolescência a tarde inteira e publicar um almanaque.
Isso se já não tivessem o feito! :D
Pauta para o blog Tudo de Blog :).
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Qua 14 Mai 08
- 4:47 PM
.Pepino Torcido
Como diz o ditado, é de pequenino que se torce o pepino.
Quando falamos de cotas para negros em universidades, não estamos cortando a raiz do problema.
O que o Brasil precisa é de educação de qualidade para todas as suas crianças desde o primeiro ano escolar.
Sou contra o preconceito a qualquer coisa e acho que o racismo só aumenta com as cotas.
As pessoas que não entram nas faculdades por causa das cotas não têm raiva de negros e sim de uma invenção feita para segregar.
Tá certo que o número de negros na escola é inferior ao de brancos, mas em vez do governo tentar remediar quando está tarde, por que não dar esperança aos pequenos mostrando que somos todos iguais?
Pauta para a Capricho.
.De véu e abadá
Eu sempre disse que gostaria de casar na igreja com direito a lua-de-mel mas, não queria o marido depois.
Eu só queria passar por tudo aquilo que minha mãe e avós passaram. A cerimônia linda, os presentes e tudo mais que se vive quando casamos.
Mas, com a revolução feminina de nossos pensamentos, aturar homem chato não é mais com a gente não.
Vai que no furor do momento, eu caso e descubro que ele não é o homem da minha vida? Pânico!
Eu me divido entre buquês de casamento e aqueles feitos com flores de jardim sem qualquer pretensão.
O casamento é uma formalidade que nem todos precisam passar.
Eu sou a favor da paixão, de se renovar todo dia para o parceiro e, para isso, não é preciso morar sob o mesmo teto.
Eu quero alguém para curtir o resto da vida comigo. Curtir de verdade! Viajar, dançar, pular, cozinhar ou ficar à beira do mar.
E se eu mudar de idéia e fizer questão de ser casada? Ah, isso a gente resolve!
Arrumo a igreja, os convidados e uma big festa até o raiar do sol.
Ou não. Eu caso no fundo do mar ou no meio de uma micareta.
Mas, que eu vou querer ser carregada no colo, ah, isso sim!
Pauta para o blog Tudo de Blog :).
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